Escrevendo um conto

Hoje foi o primeiro encontro de uma oficina de escrita literária com a escritora Rosana Rios, no SESC do Carmo (não galera, esse SESC não fica perto do parque do carmo, fica no Centro Velho!), da qual eu estou participando. A idéia é escrever um conto curto, uma fanfic, ambientada na Transilvânia de Drácula, o clássico livro de terror.

Aprendemos,ou relembramos, um pouco sobre literatura: Construção de personagens, foco narrativo, e aquelas dicas básicas que toda profissão tem e que, visto de fora, imaginamos coisas completamente diferentes. Uma das coisas que a Rosana falou é que um escritor profissional nem sempre pode ficar sentado esperando a inspiração bater. Tem que escrever, escrever e continuar escrevendo, num dia bom ou num dia ruim. Nesse sentido, exercícos como o desse blog são muito úteis. Embora não estejamos, necessariamente, escrevendo um pouco de literatura a cada dia, ainda assim estamos exercitando o escrever mesmo nas adversidades.

Pois bem: A tarefa do dia consiste em definir, pelo menos, o perfil do personagem principal da história (quais são suas características físicas, suas peculiaridades, sua profissão, etc) e qual será o enfoque narrativo (basicamente, quem e como narrará a história).

Eu estou completamente indecisa sobre qual será meu personagem principal, pensei em dois deles, acredito que nenhum seja muito original: O primeiro, um padre bastante ambíguo, que, por um lado, tem fé na sua religião e devoção às ordens da igreja, e, por outro, não ignora o espírito científico e as idéias positivas; ele teria sido mandado para a Transilvânia pela igreja, para acabar com essa supertição tola de vampiros.

O segundo, seria um caçador que vivesse em alguma das florestas geladas da Transilvânia, e que acabasse sendo vítima de um vampiro, e talvez até se tornando um deles.

Eu não sei mesmo que história seguir! Acho que as duas podem ser tão interessantes! Enquanto penso nisso, não posso deixar de mencionar algumas outras coisas que a Rosana mencionou: O cuidado com o uso do português coloquial, mesmo nos diálogos, pois um livro com muitos vestígios da oralidade acaba incomodando, o fato de que cortar coisas escritas é comum e necessário – o processo de edição é muito importante! Também, que nunca se deve colocar em cena elementos soltos; se eles foram mencionados, em algum momento eles precisam fazer alguma diferença; que é necessário manter o mesmo tempo verbal na narração, para a história não ficar confusa. E que todo o texto tem um leitor, e, por isso, deve ser inteligível para ele.

Gostei muito da oportunidade de participar da oficina. Escrever um conto depois de tanto tempo enferrujada será um grande desafio. Espero que saia, pelo menos, mais ou menos. No fundo, ia gostar mesmo se meu conto de terror fosse assustador.

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2 Comentários (+adicionar seu?)

  1. Pictor
    jan 14, 2013 @ 22:16:18

    Por mais que as artes pareçam partir da pua e simples inspiração, todas elas são regidas por uma técnica bem definida. Interessante saber como isso funciona com a literatura.

    Responder

  2. Trackback: Um conto de terror como uma praia « Um ano e um dia

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