O General e o Gerente

Hoje estava pensando no cargo de gerente. Cargo que já me caiu no colo uma vez, mas foi mal aproveitado pelos donos da empresa. No final, eu era um gerente sem ninguém pra gerenciar, e atualmente, sou um gerente que pediu pra ser mandado embora.

De qualquer forma, pensando na figura do gerente em uma empresa de produção e venda, como as empresas de comunicação visual, posso compara-lo a um general. (Infelizmente o dono da empresa pode ser comparado com o Rei)

O Gerente está lá para comandar, não para mandar. Ele também é um funcionário, mas possui mais liberdade de ação, o que o deixa “acima” do operário e unicamente abaixo do Patrão. É ele que arca com a responsabilidade dos erros, mas nunca recebe os louros da vitória, se a coisa deu muito certo, a vitória é da equipe, se da errado, a culpa é de quem deixou o erro passar.

Um bom gerente normalmente não mexe em nada na produção, mas deve conhecer bem todos os processos dela, pois só assim ele vai saber avaliar se o produto final está de acordo com os padrões necessários. Se o prazo apertar, ele desaperta, sendo negociando novos prazos, sendo ajudando o operacional, mas somente em ultimo caso. Um gerente pode negociar valores, mas ele tem que ter ao seu lado o bom senso e um “range” de ação, precisa conhecer o valor da matéria prima e o valor da mão de obra, para saber se o que ele decide sobre valores é benéfico para a empresa.

E sim, um gerente tem que ser dedicado ao seu rei, a sua empresa. O operário é o soldado que luta pela sua sobrevivência. O Gerente é o general que luta pela empresa; O patrão é o Rei que comanda o reino. Cada um tem sua função específica e deve ser respeitada. Um operário não é uma figura menor, pois sem ele não existe a “mão de obra”. Uma vez que o patrão escolheu o seu gerente, deve haver confiança. Não estou dizendo que se deva fechar os olhos , mas sim acreditar no trabalho de seu general, pois sem isso, perde-se o equilíbrio.

Já fui encarregado e já fui gerente. Quando fui encarregado era muito imaturo. Quando me deram a gerencia nas mãos, me deram somente as responsabilidades, e nenhum poder adicional, e nenhum salário digno das responsabilidade também. Como costuma se dizer na perifa: “Isso mata o peão!”. Bom, me matou aos poucos.

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Selinho

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