Machismo gravado em nossas celulas

Na verdade eu já estou pra postar isso a um bom tempo, mas eu precisava organizar o pensamento, porque não quero ser mal interpretado.

Bom, eu sou machista, mas sou muito mais feminista do que um machista poderia ser, confuso né? A questão toda está partida em 2 pontos, o intelectual e o mental.

Muitas vezes sabemos de uma coisa, entendemos, compreendemos, mas fisicamente não assimilamos. Um exemplo disso foi quando todos os gatos aqui de casa foram castrados. O primeiro gato a ser castrado foi o Byako e a simples menção do assunto fazia meu sangue gelar, porque? Porque automaticamente me refletia o pensamento de que eu não gostaria de que minhas bolinhas fossem cortadas, ainda mais eu, “um macho fértil, viril e reprodutor”, e se eu não quero isso pra mim, não queria isso para o meu gato. Quando as fêmeas foram castradas o sentimento não foi o mesmo. A resposta física era de que aquilo era normal, e estava tudo bem.

Bom, me acusaram de machista na época mesmo eu explicando que conscientemente eu entendia a importância de castrar o bicho, mesmo eu falando que sabia que a fêmea sofre mais do que o macho, porque a operação é muito mais invasiva, mesmo eu falando que a consciência entende, mas o corpo não. Ademais, o gato foi castrado, e tempos depois o macho mais novo da casa também foi castrado, o que não impediu de o arrepio voltar na menção do assunto.

Tudo isso para explicar novamente a herança genética de nossos ancestrais. Carregamos as memórias deles em nossas células, e por mais informado que possa ser a pessoa, algumas coisas ficam marcadas de formas diferentes. Meu avô era machista, e minha avó também, o que torna meu pai e minha mãe machista, porque ambos os avós o eram. E quando eu cresço num universo diferente, vendo o mundo sob novos aspectos e entendendo a liberdade de cada ser de uma forma mais livre, vem alguém, levantando bandeiras e apontando na minha cara: Seu machista! Minha vontade é a de rir na cara dessa pessoa, porque ela é a feminista da boca pra fora, a patrulha do autruismo, é o faço isso porque é bonito, não porque é “certo”. (está entre aspas, porque na minha concepção não existe certo ou errado, mas também não existe palavra no português ou outra língua que eu conheça para finalizar o termo)

Obviamente eu ainda tenho muito o que vivenciar, pra assimilar mais coisas. Meus filhos vão ser muito diferente do que os respectivos avós visualizam para seus netos. Mas eu ainda não sei o que faria com um filho Gay, ou uma filha Lésbica, aconteceria na hora e não da pra falar que aceitaria tranqüilamente, porque isso simplesmente ainda não aconteceu.

Recentemente fiquei sabendo que um amigo meu, depois de muito tempo sumido, voltou como Trans, a diferença é que ela agora é uma “trans lesbica”, e bom, é a vida dessa pessoa, ela faz o que quiser com ela e não me cabe ficar levantando bandeiras, apontando dedos, criticando ou elogiando, mas como eu vou lidar com isso, mesmo, só vou saber quando estivermos frente a frente.

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