Choveu

Choveu,
e a chuva caia em minha cabeça desnuda com o impacto pesado do pensamento,
aquele que só a água que cai do céu sabe cair.
Choveu,
e lá no céu alguém ria as pencas,
se divertindo quando virou o balde de água em cima de nossas cabeças quentes pelo estresse megalopolitano.
Choveu,
e todos os ácidos do ar se misturaram com as minúsculas gotículas,
fazendo uma dança pervertida e molhada,
e então se misturaram também com os gazes mais nobres de nossa atmosfera.
Choveu,
e aqui no chão a poeira levantou, olhou pela janela, saudou a chuva e voltou a se deitar no asfalto,
que antes era quente, fervente com o calor do piche e da borracha,
e agora é frio e úmido como a terra tem de ser.
Choveu, choveu tanto, que de tanto chover agora não chove mais,
vão se as núvens cor de chumbo, pesadas como tal,
e fica a brisa úmida e leve, dando espaço para o que restar dos raios do sol.

Héliton Junior

— — —

A Ló reclamou hoje que eu só tenho postado poemas de outros autores, então resolvi escrever alguma coisa minha! 😀

Anúncios

2 Comentários (+adicionar seu?)

  1. Lórien
    fev 18, 2013 @ 20:33:59

    Melhorou, heinh? 😀

    Responder

  2. Trackback: Idéias para posts #2 de 27/01 a 27/02 | Um ano e um dia

Comente!

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

Selinho

%d blogueiros gostam disto: