Menino

Eu andei por cima da pedra,
E vi uma ponte escura,
Acima de um vale iluminado,
por cima de água pura.

Eu cruzei esta enorme ponte,
e adiante eu vi um menino,
ele era eu ontem,
ele era pequenino.

O menino me deu uma bala
era doce e saborosa,
tinha gosto de inocência
e cheirava a brincadeira gostosa.

Eu andei mais adiante,
pelo caminho que me mostrou,
eu cheguei a uma caverna,
onde lá não havia som.

A caverna era escura,
E eu andava nela a esmo,
não sabia onde pisava,
tinha medo de mim mesmo.

Ela era o meu futuro,
nada tinha acontecido,
havia água rolando,
havia eu caindo.

Na verdade só era escuro,
porque também era o presente,
e eu não via nada a minha frente,
porque ainda tinha olhos de menino.

Héliton Junior

— — —

Escrevi essa poema a muito tempo atraz, nem lembro quando. E lendo ele hoje, eu vejo o quanto ele faz sentido na minha vida. Muitas coisas eu ainda olho com os olhos de um menino.

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2 Comentários (+adicionar seu?)

  1. Trackback: Idéias para posts #2 de 27/01 a 27/02 | Um ano e um dia
  2. Ale Dossena
    fev 28, 2013 @ 08:46:46

    Lindo poema!

    Responder

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