The Fairy Song

“If a man begins to sing, no one will take any notice of his song except his fellow human beings. This is true even this song is surpassingly beautiful. Other men may be in raptures at his skill, but the rest of creation is, by and large, unmoved. Perhaps a cat or a dog may look at him; his horse, if it´s an exceptionally intelligent beast, may pause in cropping the grass, but that is the extent of it. But when the fairy sang, the whole world listened to him. Stephen felt clouds pause in their passing; he felt slepping hills shift and murmur, he felt cold mists dance. He understood for the first time that the world is no dumb at all, but merely waiting for someone to speak to it in a language it understands. In the fairy´s song the earth recognized the names by which it called itself”

Susanna Clarke, Jonathan Strange & Mr. Norrell – Chapter 42 – Strange deceides to write a book, p 469.

 

Mais um trecho memorável de Jonathan Strange and Mr. Norrell. Esse trecho me lembrou algumas pessoas queridas.Vou tentar fazer uma tradutosca (essa saiu tosca mesmo, sorry!):

Se um homem começa a cantar, ninguém vai tomar conhecimento de sua canção, além de seus companheiros de humanidade. Isso é verdadeiro até se essa canção for infinitamente bonita. Outros homens podem estar em êxtase com sua habilidade, mas o resto da criação estará, em grande parte, impassível. Talvez um gato ou um cão olhem para ele; caso seja um animal excepcionalmente inteligente, seu cavalo pode parar de mastigar a grama, mas é o máximo que ele pode fazer. Mas, quando o fada* cantou, o mundo inteiro o escutou.  Stephen sentiu nuvens pararem seus trajetos, ele sentiu colinas sonolentas murmurarem e mudarem, sentiu névoas geladas dançarem  Ele entendeu pela primeira vez que o mundo não é um tolo, mas está somente à espera de alguém que fale falar em uma linguagem que ele entende. Na canção do fada a terra reconheceu os nomes pelos quais ela chamava a sí mesma.

*Era um fada de gênero masculino. Eu não tenho uma boa palavra para “fada de gênero masculino” em inglês. “ser feérico” ou “criatura de Faerie” poderia, eventualmente, se aplicar, mas não nesse caso. Até porque, salvo engano, é a primeira vez no livro que a autora se refere ao dito ser como “the fairy”

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