Parto Normal x Nascimento cirúrgico

Eu sou defensora do parto normal. E daí que eu não tenho filhos? Se a sociedade fosse feita prá cada um defender só, e unicamente, uma coisa pela qual você já passou, estaríamos perdidos.

A primeira razão pela qual defendo o parto normal é que, bem… ele é – ou deveria ser – normal. Um parto normal é aquele que ocorre pelas vias e de acordo com o modo fisiológico pelo qual o organismo feminino faz com que os fetos, que se desenvolvem dentro deles, possam vir “à luz”. Um parto natural não é uma doença, ou um “problema” nem tampouco um “evento”. Ele é um processo biológico que passa por fases sequenciais já detalhadas pelas ciências biológicas, e que pode correr mesmo sem assistência à parturiente – embora, no geral, a assistência seja positiva para o desenrolar do parto, por uma série de fatores.

A cesariana é uma cirurgia onde a pele da mulher é cortada e o bebê é retirado por uma via diferente da vaginal. Ela é um procedimento médico muito importante para o caso de complicações no processo de parto e, em casos específicos e raros de algumas patologias nas quais o processo de parto fica impossibilitado. De acordo com a Organização Mundial da Saúde, as cesarianas não devem passar de 10% do total de nascimentos. Portanto, de um grupo de 100 bebês que nascem, em tese, uns 6, 8, ou no máximo 10 deveriam ter vindo ao mundo através de uma cirurgia cesariana, e os outros noventa-e-poucos, de parto normal.

Agora, pegue 10 bebês pequenos dos quais você ouviu falar, e veja qual foi a forma de nascimento de cada um deles. O que você descobriu? O mais provável é que você tenha localizado entre um e quatro bebês que nasceram de parto normal, enquanto a maioria deles nasceu de cesariana. Isso porque o Brasil tem uma porcentagem abusiva de cesarianas, já que nossos médicos são mal remunerados, os hospitais lotados, e, por isso, eles não podem esperar pelo longo processo fisiológico do parto.

Acontece que o nascimento cirúrgico desnecessário traz riscos para a mãe – que passa por uma cirurgia de grande porte – e para o bebê. Ele não foi criado para se tornar uma rotina hospitalar, que é o que, de fato, acontece no Brasil, principalmente – pasmem!- nos hospitais particulares. Se a cirurgia acontecer antes da fase ativa do parto – isso é, se ela foi agendada ao invés de feita como um procedimento emergencial devido a alguma intercorrência no processo – os riscos são ainda maiores, e podem ter consequências que afetarão o bebê pelo resto de sua vida.

Essas são só algumas informações bem básicas, mas, conforme o tempo for passando, escrevo mais sobre o assunto por aqui 🙂

Anúncios

3 Comentários (+adicionar seu?)

  1. Ale Dossena
    mar 06, 2013 @ 09:11:22

    Adorei o artigo Ló!! Posso compartilhar no meu face, ou esse blog é “fechado”? rs
    Bjssssssssss

    Responder

  2. Trackback: O que não deveria ser normal no parto normal – mas é | Um ano e um dia

Comente!

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

Selinho

%d blogueiros gostam disto: