A beleza e versatilidade dos panos de prato

Panos de prato têm muitas utilidades: Eles podem secar a louça, ser colocados sob o prato durante as refeições para não sujar/manchar a mesa, e também podem ser usados para pegar louças quentes sem queimar a mão, para secar a própria mão que é constantemente lavada durante a rotina de cozinha, para embrulhar marmitas e outros recipientes cheios de comida para viagem evitando que eventuais vazamentos atinjam a bolsa/roupa/carro, etc, para evitar que alimentos armazenados em recipiente sem tampa fiquem à mercê da poeira, insetos, etc (saudades dos bolos de fubá da minha vó que estavam sempre cobertos com aqueles panos de prato mais fininhos -e a gente tirava só a pontinha do pano de prato prá cortar o bolo – que trem bão!) e eu, particularmente, uso também quando o escorredor de louça está cheio e preciso lavar mais louça: Estendo um pano de prato na mesa, e coloco as louças úmidas sobre ele.

Existem diversos tipos de pano de prato, dos bem fininhos aos felpudos. Também existem uma série tradicional de artesanatos que se faz em pano de prato? Pintura livre ou com stencil, silk screen, crochê… Existe pano de prato em patchwork também, e eu enfeitei um prá mim com ponto cruz uma vez, um daqueles que já vem com uma parte vazadinha que nem o tecido do ponto cruz (que, prá quem não sabe, chama-se etamine). Com tanta concorrência, por mais que os panos de prato mais baratos e fáceis de higienizar sejam os brancos e simples, é difícil resistir à tentação de ter panos de prato mais bonitinhos. Até por que, eles podem se tornar um charmoso acessório de decoração da cozinha. E, se você tivesse só panos de prato branquinhos e simples, como ia saber qual é o de embrulhar a marmita, o de secar a mão, o de tirar coisa do forno, etc? Eu, pelo menos, gosto de ter uns 4 panos de prato diferentes, com funções diferentes na cozinha. E eu sei qual é para fazer o que pela estampa. Também há quem colecione panos de prato, de tão variados que eles podem ser.

Separei algumas imagens de panos de prato que localizei via Pinterest para os leitores:

1) Paracomeçar, um bem tradicional: pano de prato com barra de crochet e o que aparenta ser bordado livre. Eu gostei do tom de amarelo e do ar retrô. Original aqui:

 

2) Esse aqui, se alguém, quiser me dar de aniversário da minha primeira casa depois de casada, é dia 18/06 – e é a cara do nosso estilo de vida. À venda aqui:

 

3) Esta loja tem uns panos de prato bem divertidos – pena que são caros. Olha só:

 

 

4) Devo dizer que eu ri muito desse aqui. Tem um passo-a-passo, em inglês, no site original. confesso que deu vontade de fazer:

 

5) Para os fãs de corujas fofas, achei esse aqui:

 

 

Dentre esses exemplos, qual foi o pano de prato que você mais gostou? Você tem panos de prato divertidos em casa? Vou adorar receber seu comentário 🙂

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Uma Lantejoula

Entrei para o mundo do Scrap, bem, não completamente, mas ví que posso aprender muita coisa com ele. Uma delas, é como se virar com as ferramentas gráficas do tipo Photoshop.

Ok, é um jeito diferente de usar o PS, mas ajuda muito a conhecer os detalhes da ferramenta, e acredite ou não engrandece o currículo de um Designer como eu.

E para o desafio do Pixel Scraper dessa semana, temos que criar um elemento do zero. A Lórien pensou em fazer uns elements com lantejoulas, mas as fotos não ficaram boas então eu resolvi criar a partir do vetor, e o resultado vocês podem ver abaixo.

Lantejoula

Ainda está meio chapado, porque tem que passar por um monte de efeitos agora do PS, mas a base em vetor é essa. A questão toda é que eu nem sequer imaginava que um dia, eu iria fazer coisas como essa, pensando em artes graficas. o.O

Coisas que a gente aprende na blogsfera…

… Mais especificiamente na scrapsfera:

Você sempre, sempre, sempre mesmo, pode encontrar algo bacana no trabalho artesanal/criativo de alguém. E elogiar aquilo para a pessoa é muito gostoso para ela, principalmente quando é  iniciante, ajuda a encontrar pontos fortes. E às vezes, é um ato de gentileza, simplesmente parar, observar com cuidado uma imagem, dentre as milhares (e muito rápidas) que você vê na internet, analisar o que você mais gosta nela, e deixar um comentário.

Essa, por exemplo, é uma página que eu gosto da amiga e leitora do blog Ale Dossena. Eu gosto dela por causa da combinação de cores (Marrom, verde e branco), do papel que vai por baixo da foto, e do jeito que a página está organizada. A imagem está linkada para o lugar de onde eu tirei.

Essa é uma página da Didi, uma pessoa com quem eu comecei a conversar por causa dessa página, há bem pouco tempo, e parece uma pessoa muito legal! Eu gosto dela por causa do porco espinho no alto, do título simples, e dos corações organizadinhos. Como eu tenho ascendente em virgem, às vezes gosto das coisas bem organizadas!

Este , da Lyvian, eu tirei da galeria de um dos fórums de scrap que eu modero, o Amigas DSM. Eu gosto desse layout por causa do papel marrom, da forma no fundo das fotos, e porque as fotos estão alinhadas ao centro com essas moldurinhas que parecem de madeira.

Viram só? Fazer um elogio ao trabalho alheio é mais fácil – e divertido – do que parece! E temos aí três páginas muito legais, cada uma pertencente a uma das três grandes categorias do scrap: Artesanal, Híbrido e Digital (nessa ordem).

Sobre um novo bloco de anotações

Ontem à tarde, voltando do serviço, algo me chamou a atenção numa movimentada avenida: Um pano estendido no chão, com bloquinhos de papel reciclado de diversos tamanhos, que alguém estava vendendo; notando que eu estava observando, uma moça que estava um pouco distante, veio me atender. Era uma moça completamente comum, sem nenhuma característica que a destacasse da multidão de Sampa-Babylon. Até mesmo a idade dela era um pouco difícil de imaginar. Acho que devia ter entre os 35 ou 40. Estava com um carrinho desses fechados que se tornou comum entre o ano passado e o retrasado para carregar compras por aqui, e o carrinho era tão discreto quanto a moça, que logo começou a fazer suas promoções.

Eu não precisava (nem preciso) de um bloquinho de anotações. Tenho vários, inclusive alguns que eu mesma customizei, já que também sou artesã e trabalho, inclusive, com papelaria personalizada. Mas a coisa mais óbvia do mundo era comprar um daqueles bloquinhos. Um pequeno, pois não tinha dinheiro prá mais que isso. Aliás, duvidava que tivesse dinheiro até mesmo para o pequeno. Se eu conseguisse encontrar o dinheiro, negócio fechado. Se não encontrasse, ao menos pegaria o contato da moça. Levava mais dinheiro comigo do que o que eu supunha, ainda ficaria com umas moedas se comprasse. Ótimo. Um deus sussurrou para que eu levasse o bloquinho vermelho mais escuro, eu obedeci.

Eu admiro aquela mulher. Porque ela tem uma coragem que eu não tenho. A de pegar os produtos do trabalho dela, e vender na rua. Eu admiro muito as pessoas que fazem coisas que eu não seja capaz de fazer. O professor que consegue dar aula prá uma sala lotada de adolescentes em escola pública, o coletor de lixo… A artesã que vende seu produto, sabendo que ele é lindo e de qualidade, nem que precise ficar o dia inteiro de pé numa rua movimentada. E eu disse prá ela o quanto a admirava. E o quanto, embora grana esteja difícil, eu queria muito aquele bloquinho, pela admiração que eu sinto por ela. E prá ficar bem visível, como uma lição para mim. Para que, enquanto o bloquinho existir, eu possa me lembrar, através dele, que não sou perfeita: Sou uma pessoa comum, como todas as outras, que, além de desejos, sonhos, esperanças e necessidades, também tem limites. E que, embora eu seja boa numa porção de coisas, tem muitas outras nas quais outros seres humanos, tão comuns quanto eu, são melhores que eu em uma porção de outras coisas.

Aquela moça vendendo bloquinhos num fim de tarde de clima ameno, foi uma forma dos deuses me ensinarem mais um pouco. Qual será o uso do meu bloquinho e do lápis coordenado dele? Anotarei algum novo projeto, o utilizarei no cotidiano, darei de presente a alguém? Eu não sei, mas tenho certeza de que, de algum modo, os deuses também me mostrarão o que devo fazer com ele. Por enquanto está alí, prova viva de sí mesmo, com uma anotação, na primeira página, dizendo a lição que aprendi com a existência daquele simples bloco de papel reciclado. E, é claro, peguei o contato da moça. Se o bloquinho dela já é maravilhoso do jeito que ela faz, imagina customizado? Espero ter chance de comprar muitos e muitos outros bloquinhos…

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Selinho