I am brazilian, but not BR – I hate BRs!

Prá quem ainda não sabe que tipo de comportamento é  que eu, o Chronos, e outras pessoas, chamamos de “comportamento de BR”, e prá quem acha que é exagero nosso, vejam que coisa sem noção essa matéria indicada pelo meu cumpadre João:

http://www1.folha.uol.com.br/tec/2013/05/1280744-brasileiros-ganham-fama-ruim-praticando-assalto-e-arrastao-em-jogos-on-line.shtml

Vale à pena olhar a matéria, que tem infográfico e videos. Mas, prá caso no futuro não dê para acessar, fica o texto…

 

Brasileiros ganham fama ruim praticando assaltos e arrastões em jogos on-line

ALEXANDRE ORRICO
DE SÃO PAULO

“Aqui é Brasil, seu safado!”, gritou o jogador identificado pelo apelido L3L3K antes de assassinar um norte-americano no “DayZ”, game de tiro em primeira pessoa. “Tinha que ser brasileiro”, reclamou a vítima.

No jogo, ambientado em um mundo pós-apocalíptico apinhado de zumbis, os participantes têm que cooperar para sobreviver.

Mas L3L3K faz parte de um grupo de jogadores que prefere roubar equipamentos e enganar outros gamers com o objetivo de “tocar o terror”.

Há anos, o comportamento “tóxico” (termo usado pela indústria de jogos) é apontado por jogadores de games de multijogadores como tipicamente brasileiro.

“DayZ” é apenas o alvo mais recente, mas outros títulos, como “Call of Duty”, “World of Warcraft”, “DotA” e “Minecraft”, entre vários outros, também têm legiões de arruaceiros brasucas.

No fórum do game “League of Legends”, é possível ler frases como “brasileiros são o submundo dos games on-line, a personificação do que é ser troll, o mais infame e odiado tipo de jogador” e “graças a Deus, abriram servidores brasileiros, assim eles entram menos por aqui [nos servidores internacionais]”.

O problema, é claro, não é exclusivo do Brasil. Mas nenhum outro país tem uma identidade negativa tão forte. Alguns brasileiros, na tentativa de fugir do estereótipo, mudam a nacionalidade de seus perfis no jogo, a fim de não serem rechaçados.

“Podemos afirmar que esse não é um problema que tem origem no game. O jogador é, no mundo on-line, reflexo de como vive no mundo real”, diz Julio Vieitez, diretor-geral da Level Up! (de games como “Grand Chase” e “Ragnarok”) no Brasil.

GANGUE DOS ‘HUE’

“Jogadores brasileiros em games on-line são uma gangue, e não um grupo”, disse Isac Cobb, desenvolvedor independente, durante a feira de jogos PAX East 2013, em Boston, nos EUA.

Cobb chegou a cogitar o bloqueio dos brasileiros em um novo jogo, mas disse que ainda não há nada decidido.

Entre as reclamações, estão a realização de assaltos, mendicância, ataques a membros do próprio time e outras atrocidades virtuais.

“Curtimos tocar o terror”, admite Caio Simon, 19, jogador de “DayZ”. “É só um jogo, estamos nos divertindo. Não é para levar tão a sério.”

Esse tipo de jogador é, às vezes, chamado de “hue”, por causa da típica representação de risada, normalmente disparada após cometer alguma barbaridade: “HUEHUEHUE”.

 

Agora me diga: Que ética essas pessoas que não sabem se comportar in game vão ter na vida melhor? Não seria mais bacana se eles estivessem usando os MMOs para aprender algo? Entenda, eu sou totalmente à favor dos games. Totalmente contra esse tipo de comportamento, de querer achar jeitinho prá tudo, e levar vantagem sempre, onde quer que ele seja aplicado: No jogo, nos relacionamentos, no trabalho…

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Homem de verdade…?!?

Hoje eu dei um passeio para aproveitar o clima maravilhoso de Sampa-Baylon nessa quarta-feira, e me deparei com uma propaganda num dos trens da linha verde. Trazia um homem com um cartaz na mão, dizendo “homem de verdade não bate em mulher”. Eu cheguei mais perto, pois o cartaz me chamou a atenção. A propaganda dizia que o tal homem não era um anônimo, mas um cara com um nome que me lembrava mitologia. Sei lá se ele chamava “centauro”, “ciclope”, ou algo assim. Era uma propaganda de uma organização que eu tenho a imagem mental mais ligada com pesquisas de economia mundial, que de ação social. Não lembro mais se era o BID, o BNDES ou o Banco Mundial (sei que não era o FMI nem a OCDE). O cartaz dizia:

“O ***coloque aqui o nome do organismo que eu esqueci**** quer ajudar a acabar com a violência contra a mulher no Brasil. Se você é homem de verdade, faça como o ***nome do cara com nome de monstro mitológico*** e não bata em mulher.” Embaixo da foto do cara, em letras menores, lia-se “se você, ou algum de seus amigos, é homem de verdade, tire uma foto com um cartaz como esse, e mande para o twitter @algumacoisa, usando a hastag #homemdeverdade”.

Não vou nem discutir o uso do meme de Facebook “pessoa-segura-cartaz” que começou com os menininhos dos EUA pedindo um cachorro para o pai, e foi fantástico no movimento #ForaFeliciano, com aqueles cartazes de “sou isso e aquilo e Feliciano NÃO me representa”. Vamos discutir algumas questões mais básicas que pipocaram na minha cabeça.

Em primeiro lugar, tenho que dizer que sou totalmente à favor do fim da violência doméstica, ao fim da violência de gênero, ao fim da violência obstétrica (deviam fazer uma campanha “obstetra de verdade não intervém desnecessáriamente no parto”), e ao fim das outras nuances de violência que afetam a mulher enquanto gênero. E que eu também acho que homem que bate em mulher não merece respeito, e, portanto, não vou criticar a boa intenção da campanha…

Maaaaaaaaaas, vamos pensar em algumas coias. O que é um “homem de verdade?” um machão? Um cara que peida e arrota em público e grita que nem um condenado em jogo de futebol? Um bombadão de academia? Qualquer ser humano nascido com um pênis? Ou você tem que ser conhecido e ter um nome que lembra mitologia prá ser homem de verdade? Usando essa categoria “homem de verdade” você está pressupondo que existe um “homem falso”, um “homem de mentira?”   um homossexal masculino, ou um homem trans, se vêem como nesse quadro? Eles são “homens de verdade?” e se não são, podem bater em mulher? E os homens que batem em mulher e, portanto, não são homens de verdade, são o que? Eu achei essa coisa de “homem de verdade” bem ofensiva, sabe?

Agora vamos à segunda parte da sentença “não bate em mulher”. Quer dizer, em mulher não pode bater, mas espancar o mendigo, dar umas palmadas no filho e torturar animais pode, né? Socar homossexual prá “ver se o cara vira homem” como é a postura de muitos idiotas por aí também, né? É, amigos, essa propaganda foi SUPER bem intencionada, mas, de boas intenções o inferno está cheio… é uma propaganda ofensiva e preconceituosa…

Homem de caráter não bate em mulher… nem em outro homem, nem em criança, nem em animal… E não só homem do gênero masculino… SER HUMANO de caráter não precisa recorrer à violência física para resolver problemas… E a violência de gênero não é só física, viu? Ela começa aí, nos preconceitos, nos pré-julgamentos sobre o que é ser homem/mulher “de verdade”.

Agora que já deixei minhas primeiras impressões, de usuária do metrô, sobre a propaganda, deixa eu ver se a encontro na internet…

Depois de meia hora de pesquisa, achei exatamente o cartaz que vi no metrô. Parece que 10 celebridades posaram para a campanha, mas só o de dois atores globais gostosinhos são fáceis de serem achados. O que eu vi foi esse aqui:

Aliás, não que eu possa falar muito sobre nicks, já que o meu é de uma floresta e eu detesto mata :p Mas não é meio irônico um cara chamado “Minotauro” com um cartaz escrito “homem de verdade…” etc? Para quem não sabe, o Minotauro é um monstro da mitologia grega, que era meio homem meio touro, filho de Pasifae, que copulou com um touro. O monstro comia (não é no sentido sexual, mas no sentido alimentar mesmo) seres humanos, e vivia trancado no labirinto de Creta.

Eu ainda não descobri quem é esse cara (se alguém souber, por favor, poste um comentário, estou curiosa!) mas achei bem chato isso de ter demorado a achar o cartaz dele enquanto os cartazes estrelados pelos atores branquinhos e bonitinhos são encontráveis rapidamente… mais uma prova de como as pessoas são preconceituosas…

Já falei um pouco mais sobre gênero, estereótipos e respeito aqui, mas sobre um ponto de vista completamente diferente. Mas, se você gostou desse post, talvez goste do outro. O Chro tem um post sobre violência de gênero aqui.

Perder peso

“Ou você cruza, a ponte sobre o passo, e atravessa o rio do fracasso, pra chegar a terra da realização, ou se esconde atraz da frustração!”

Não consigo fazer a po##a de um simples exercício para emagreces, simplesmente por preguiça, e assim a humanidade vai caminhando. Eu preciso perder peso, sei o que fazer, como fazer, mas simplesmente deixo pra “fazer depois”, e o depois nunca chega.

Isso cansa a beleza sabe. ter um mundo as nossas mãos e simplesmente não saber aproveitar. Parece mimimi, mas eu realmente acho isso um saco.

Eu podia estar postando um just a flag

Mas estou aqui pedindo que alghém ensine o Chronos a não cometer erros de portugues absurdos escrevendo Zs no lugar de Ss.

#Prontofalei

PS: Aqui é a Lórien, postei da conta do chro pq ja desliguei meu micro e to morta de sono.

Precisamos de heróis nacionais?

Quando digo heróis nacionais, quero dizer personagens, míticos ou históricos, que sirvam de modelo e inspirem as pessoas em relação ao nacionalismo.

Na minha opinião, todas as nações precisam deles. Na minha opinião, o Brasil ainda não tem heróis nacionais. Talvez Dom Pedro I, mas, infelizmente, a imagem dele foi muito denegrida.

Estou postando isso hoje pois hoje é dia de Tiradentes. Alguém se lembrou? Como caiu no domingo, quase ninguém. A gente só lembra de Tiradentes quando o dia 21 de Abril cai no feriado prolongado. E aí, já tem todo o desmerecimento: “É, na verdade Tiradentes não só não ajudou em nada no processo de independência, como foi “boi de piranha”: Não podiam dar a punição exemplar em nenhum dos outros inconfidentes, porque eles eram ricos e seria arranjar mais encrenca. Então pegaram o mulato pobre, enforcaram e esquartejaram.” Tem muita verdade nessa afirmação. Assim como todos os heróis, de todas as nações, tiveram problemas, e muitos deles foram heróis por acaso, ou sua imagem não corresponde ao personagem histórico real. Só que se você não ignora certos tipos de detalhes e eleva outros, você acaba sem herói nenhum.

Não estou falando que Tiradentes, os bandeirantes (que possivelmente foram os primeiros “BRs” no mal sentido, e que, portanto, com o tanto de BRs no brasil poderiam ser candidatos fortes) , ou qualquer outro devesse ser o herói nacional. Só estou refletindo um pouco sobre isso. Não faço idéia de quais personagens históricos brasileiros poderiam realmente se tornar heróis nacionais, ou de como isso poderia ser feito. São só pensamentos aleatórios, apesar de que eu gostaria de estudar e aprofundar-me mais sobre isso um dia….

 

PS: Vocês estão acompanhando as notícias sobre a pesquisa que exumou D. Pedro I, D. Amélia e a Imperatriz Leopoldina? Eu tinha guardado uma outra matéria muito interessante sobre isso, mas não encontrei. Essa aqui está ótima também, então, se você quer saber mais sobre o assunto, aproveite 🙂

“cuidado moça, o sinal tá fechado”

Em primeiro lugar, uma explicação para o post pós-moderno de ontem: eu dormi, sem postar. O chronos me acordou e deu o laptop (sem os óculos) para eu postar rapidinho antes de voltar a dormir, e eu nem tinha acordado totalmente. Eu procurei com calma o underline no teclado, postei, achei o borrão azul que eu sabia que era o publish, e devolvi para ele, que teve uma crise de riso.

Mas, enfim, se eu não tivesse desmaiado de cansaço ontem, ia dizer que eu saí, e uma das coisas que eu vi no meu passeio me deixou estarrecida: Uma ciclista, com seus cabelos loiros esvoaçantes, passou no sinal vermelho, com cerca de umas oito pessoas atravessando a rua, inclusive duas senhoras bem velhinhas, um cara com um carrinho de mercadorias, um com uma mala, e duas moças com carrinhos de feira.

A sorte foi que eu ainda estava começando a cruzar a rua quando ela fez isso, porque eu estava olhando para a frente e só a vi quando já estava atravessando a faixa, já que, devido aos longos anos de óculos com grau alto, minha visão periférica é péssima. Se eu estivesse na mesma trajetória que ela, teria sido atropelada.

Eu achei a atitude da ciclista muito desrespeitosa. Em primeiro lugar, ela foi desrespeitosa às pessoas que estavam atravessando, na faixa de pedestres e no sinal verde, e colocou em risco a integridade delas. Em segundo lugar, ela foi desrespeitosa com ela mesma, pois poderia ter passado com a bicicleta por cima de um dos carrinhos de compras e sido arremessada dela, o que facilmente geraria um traumatismo craniano já que ela estava sem capacete, ou poderia ter tido um acidente com um carro que estava cruzando a rua no mesmo sentido que os pedestres (e, de fato, tirou uma “fina” de uma perua escolar).

Ela também foi desrespeitosa à legislação; temos um código de trânsito com regras, em tese, compreendidas e utilizadas por todos os que andem na rua, que têm protocolos de onde e como andar; mesmo crianças pequenas são ensinadas sobre as cores dos semáforos, seus significados e as possiveis consequencias de cruzar a rua desrespeitando-os, mas, para ser sincera, esse foi o desrespeito que menos me surpreendeu, pois todos nós sabemos que parte do jeito de viver dos BRs é só respeitar regras quando elas os beneficiam.

A minha inignação foi maior por causa do desrespeito a três classes muito mal compreendidas na nossa sociedade: Ciclista, mulher, loira. Os ciclistas, em geral, mesmo pedalando com segurança e seguindo as leis, já são MUITO mal vistos em São Paulo; os motoristas, no geral, por mais esclarecidos e mente aberta para outras coisas que sejam, acreditam que eles atrapalham o trânsito, não respeitam lei nenhuma e só fazem algazarra; os pedestres os temem acreditando que são irresponsáveis, saem atropelando tudo, e também devido ao grande número de criminosos que passam perto da calçada com suas bicicletas e assaltam pessoas. Nossa personagem loira de cabelos esvoaçantes acaba por corroborar todos esses estereótipos, e eu tenho certeza que coisas ruins sobre “os ciclistas” passaram na mente das pessoas que cruzaram com ela (até porque elas passaram pela minha mente que, apesar de que, em geral, eu sou favorável aos ciclistas).

Ao fazer esse tipo de coisas, ao meu ver, ela desvalorizou também a classe “mulher”. Todos nós sabemos que tem gente que pensa que a única coisa que mulher sabe pilotar direito é o fogão, e outras coisas sem sentido como essas. Muitos de nós fazemos tentativas de quebrar esses estereótipos idiotas e mostrar que mulheres e homens são igualmente hábeis e capazes, que todos os seres humanos, independente do sexo, devem ser tratados com dignidade e ter direito de escolha, etc, etc. Enquanto muitas pessoas estão tentando valorizar e ser valorizadas, com justiça e ética, algumas como nossa personagem loira estão por aí fazendo besteiras e corroborando com estereótipos de gênero e preconceitos. E todos sabem o que dizem o estereótipo de gênero em relação às loiras, não é? Bem, ela definitivamente correspondeu ao estereótipo ao fazer uma coisa que até uma criança de quatro anos sabia ser idiota, perigosa, ilegal e antiética. Em fração de segundos, nossa ciclista loira reforçou preconceitos, estereótipos, e colocou várias vidas em risco.

E tudo o que eu pude fazer foi gritar um “Ô ciclista, cuidado, o sinal está fechado!”, e postar nesse blog um dia depois, porque no dia que isso aconteceu eu estava exausta. Sinceramente espero que ela tenha escutado, e se envergonhado.

Sabemos que nenhum homem é uma ilha e blá blá blá. Enfim, quando for tomar uma atitude, principalmente no caso de uma “coisa de BR” como essa, lembre-se que você não está só representando você mesmo, mas tudo o que você aparenta ser (inclusive um BR :p – essa categoria também é preconceituosa e estereotipada, mas eu não estou dizendo que todos os brasileiros são BR´s, viu? Mas sim, que tem muito mais BR no brasil que eu gostaria, porque detesto esse tipo de atitude!) . O melhor mesmo é ter bom senso, equilíbrio, e não fazer nada que seja ilegal ou arrisque a vida das outras pessoas.

Como eu queria que a ciclista loira percebesse isso! E todas as outras iguais a ela também.

Jade Dynasty: Novo mês, nova aliança

E agora eu ainda sou 145 ascended

Não, isso não é piada de primeiro de Abril. É mais um Momento Jade Dynasty!

momento_JD

Prá quem não sabe do que eu estou falando, Jade Dynasty é um jogo MMO (Massive multiplayer online) da Perfect World International. Não tem server brasileiro. Se você quiser começar a jogar, baixe aqui. Eu jogo no servidor The Billows, e, se você estiver criando seu primeiro personagem, coloque minha Inductor id para começar com um baú cheio de tesouros. É só adicionar o código 5050883X011803017008849Z7da2b3 no campo de inductor.

Não me entendam mal, eu não sou uma “alliance hopper”, isso é, uma daquelas pessoas que troca mais de aliança que de meia. Eu fui da mesma aliança, a Supreme, por mais de dois anos, desde que eu comecei a jogar até a aliança falir de vez. E fiquei na minha segunda aliança, por mais de um ano, mas agora ela está com muito pouca gente ativa, ao contrário de quando eu entrei. Só que no fim de semana, recebi um convite irrecusável de um conhecido para entrar no clã dele, um clã com as skills maximizadas, 100% ativo, em uma aliança bacana, etc. Foi irrecusável. Obviamente, estou indo só com um dos meus personagens, os outros continuam na aliança de sempre.

Olha eu aí toda feliz com estelinha no nome do clã fazendo skydweller por causa do Fealty system:

JD snapshot 01

 

E não, eu não jogo, nunca joguei, em aliança “de BR”. em primeiro lugar, porque aproveito o jogo para treinar o inglês, e, em segundo lugar, porque das vezes que tentei colocar alts em algum clã ou aliança dessas sempre me decepcionei. Cheias de pedintes, muita gente que joga mal e se acha o máximo, e por aí vai.

Tibério, o criador do Tirando da Reta!

Tibério Cláudio Nero César era um cara legal, Romano, mas legal. Bom, os romanos podem ser legais as vezes quando não estão invadindo territórios com suas legiões. Bem, essa não é a história das legiões, mas sim, de um dos Cesares, que dentre varias outras homenagens recebidas, deram o nome deles para uma salada.

Mas Tibério era um cara legal, muito embora pouca gente o conheça, ele também foi o inventor do “Tirando o fuleco da reta” ou simplesmente de se eximir da responsabilidade, acreditem.

Quando um burburinho novo apareceu na galiléia, as fofoqueiras de plantão foram correndo contar pro Tibério o que estava acontecendo, e fofoca é foda, espalha mais rápido do que fogo no palheiro. Ai já veio todo mundo perguntar pro cara o que ele ia fazer pra resolver a questão, afinal, a tal da galiléia já era na puta que pariu, era difícil pacas de controlar, a moral romana já não tava assim tão alta, e ainda aparece um tal de JC pra zoar mais ainda o barraco, ai lascou-se de vez.

E o que o Tibério fez? Tirou o dele da reta e botou grandão na traseira do Pilatos (não é Pilates, naquele tempo não dava pra ficar brincando com uma bola gigante). O Pilatos ficou literalmente com um rojão nas mãos, prendeu o tal do JC e tava ai o novo revolucionário-messias-lider-político-religioso-pela-libertação-da-fé-e-dos-cumpadi dele. Mas pilates, oops, Pilatos que não era tão sábio, mas era bem esperto, sacou a grande lição do Imperador num flash e tratou de tirar o dele da reta, também. E ensinou ao povo obviamente, porque a lição não pode parar. “Eu lavo as minhas mãos”, foi o que gravaram nas tábuas de chumbo, mas tinha mais: “Eu lavo minhas mãos, porque não tinha papel higiênico na latrina, e eu tive que me virar… quanto ao cabra a ser crucificado, a responsabilidade é de vocês, ó povo, se virem ai e escolham o cara que vai virar o próximo poleiro de pombal”.

E até hoje o povo não sabe escolher, nem pra crucificado, nem pra presidente. E no fim o Tibério acabou passando limpo nessa questão, ninguém lembra dele na hora de culpar o chefe. Treta bem resolvida, é treta que vc se safa (e alguém leva a culpa)! 😉

É carnaval…

E eu não sai do jogo o final de semana inteiro.

Estou me divertindo, da licença? Tem gente que gosta de sair para as festas e etc, eu fico em casa, na maior preguiça possível, apto a fazer o mínimo de coisas, o suficiente para a manutenção da vida.

Pra quem quiser saber o que eu ando jogando: tera.enmasse.com – F2P, Active MMO, Fantasy Medieval 1st person based. Mas cuidado, precisa de 50 gigas pra instalar a jossa do jogo.

(Ah, e sim, tem BR pra caracas nesse jogo… E eu não falo isso me referindo a uma coisa boa!)

Netiqueta, vergonha alheia, ou nem-sei-o-que

Imagine que você está na sua casa, o amigo de um amigo que você conheceu numa balada e trocou algumas frases está passando por alí, toca a sua campainha e pergunta se pode entrar. Você, sempre hospitaleiro, o recebe de maneira calorosa, se oferece para fazer um café, diz para ele te aguardar meio minutinho enquanto você pega uns biscoitos… Você sai despreocupadamente e vai para a despensa, e, quando dá por si, o fulano está dentro da sua cozinha, com a geladeira aberta, lendo os recados da sua namorada que estão pendurados na porta, e abrindo aquela cerveja importada que você estava guardando para abrir no aniversário do seu melhor amigo na semana seguinte…

Absurdo só de pensar, né? Você provavelmente não conhece ninguém que tenha feito algo assim recentemente, mas está cheio de gente que faz essas coisas na internet. Há quem diga que é por que a pessoa está “escondida” atrás de um nickname, e provavelmente nunca encontrará pessoalmente as pessoas com quem se relaciona virtualmente, mas,  prá além disso, eu acho que muita gente (principalmente BRs, mas isso é assunto para outro dia) acha que, se porque uma coisa é ou está na internet, qualquer um tem o direito de fazer qualquer coisa com ela, quando isso, definitivamente, não é verdade.

Eu estou escrevendo isso hoje pois, nos últimos dias, em dois grupos diferentes, sobre assuntos diferentes, apareceram novatos revolucionários mal-educados, que já chegaram reclamando de um monte de coisas e querendo derrubar regras que existem naqueles grupos, sem parar para tentar entendê-las antes. Gente, vale o bom senso, né? Se você está chegando num grupo novo, tente, antes de mais nada, entender como ele funciona: Quais são as regras que estão escritas, quais são as regras que não estão escritas porque foram criadas à partir de costumes, se aquele grupo tem alguma espécie de liderança (moderadores de comunidades, por exemplo), leve um tempo para se ambientar, e, quando achar que está começando a entender como as coisas funcionam, aí sim você começa a postar, e interagir, sem nunca se esquecer de se apresentar primeiro.

Se você vê que naquela comunidade tem alguma coisa que você não gosta, você vai ter que pensar com seus botões se, mesmo com aquele empecilho, você ainda quer participar dela. Isso porque, a Internet não é mais uma coisa nova, existem comunidades, sobre diversos assuntos, que tem muitos membros ativos há muitos anos! Se você chega a uma comunidade onde tem um núcleo que está lá há seis, oito anos, é um novato, e começa dizendo “vocês são desorganizados e isso e isso que estão fazendo são infantilidades”, sendo que as pessoas gostam daquilo e fazem aquilo há longos anos, você não vai ser bem visto.  Quando falo isso, estou pensando em peculiaridades como “todos os membros da comunidade têm de postar uma foto temática a cada data comemorativa” ou “não se pode usar fotos de personagens de anime no avatar”. Se você encontrar alguma coisa que ofenda uma lei ou princípio grave, como mensagens racistas ou pedófilas, o melhor que você faz é sair rapidinho dessa comunidade, e, se puder, denunciá-la (no facebook, por exemplo, existe uma ferramenta para denunciar perfis, páginas e comunidades).

Além disso, como ainda não temos um detector de entonações e sentimentos ao ler uma mensagem pela internet, é necessário tomar muito cuidado com piadas e críticas construtivas, que facilmente podem ser lidos como ataques diretos, injúrias, xingamentos, críticas destrutivas, etc. Na dúvida, sempre elogie ao invés de xingar, por mais vontade que você tenha de xingar. Se você é humilde e simpático tem maior possibilidade de se enturmar e conseguir o que precisa. Não é melhor dizer “ainda não entendi bem as razões pelas quais vocês fazem isso dessa forma, mas acho que com o tempo pego o jeito da coisa” do que “Isso que você está dizendo é uma asneira. Por que vocês não param de fazer essas m&r***?” Se você está vendo que ninguém vala em miguxês, ou usa caixa alta (Caps lock) em todas as letras das mensagens, porque você vai fazer isso?

Bom senso e empatia são, ou deveriam ser, utilizadas em todos os tipos de relacionamento humano, sejam físicos, ou virtuais. Por mais que você não esteja vendo a pessoa do outro lado da tela, ela ainda é humana e tem sentimentos, assim como você.

Selinho