Vai a materia, fica o vazio…

Quando a matéria vai embora de nossa existência, o ser humano costuma sentir um vazio em algum lugar do corpo. Do corpo invisivel, embora a dor seja sentida no peito. Por mais que vc aprenda a se desapegar da matéria, ela vai estar sempre ali, agarrada a você de uma forma ou de outra. E por mais que seja um pedaço pequeno, particularmente ínfimo e esquecido, aquele pedaço que fazia tempo que vc não procurava saber notícias ou ligar pra saber como estava, mas que ainda assim foi um pedaço existente na sua existência, foi um pedaço que conviveu por um curto espaço de tempo junto ao seu ser, ainda assim, quando esse pedaço se desprende e deixa de ser matéria para se tornar lembrança, ele deixa um buraco, e doi.

Pensar Global, agir Local…

…Só que ninguém faz nada!

Estou indignado. Mas como todos nós sabemos, isso vai passar, como sempre passa, como passam todas as coisas que acontecem no brasil, que merece meu b minúsculo. E falo especificamente do que ocorreu com Nicole Bahls. Foi com ela, mas agora ela representa a maioria da mulher brasileira, ou o novo meme vai ser que “Nicole não me representa”? O cara é um verme, um verme tão grande só porque outros vermes, que são da dominância o colocam no lugar onde está. É do gênero masculino, e isso me tira o sono, até pensei em mudar de sexo depois dessa, mas não adiantaria, não lavaria a vergonha alheia.

No fundo, na profunda essência do meu pobre coração, o que dói é saber que esse é o mundo que eu vou deixar paras meus filhos, sejam eles masculinos ou femininos, sejam gays, lésbicas ou transexuais, se forem negros, brancos ou pardos, não importa, o que importa é que eu não quero criar uma criança num território desgovernado e decadente.

É triste, mas a chuva vem e lava, e nessa noite comemos pizza com os amigos, e conversamos sobre muitas coisas, e nem sequer tocamos no assunto, porque por um segundo, foi bom esquecer que existe ironia, brutalidade, violência lá fora. A alma indignada precisa curar suas feridas, mas assim que a tranquilidade passa, a tormenta sempre retorna.

Post escrito com lágrimas

Desculpem-me os leitores se estou escrevendo muito sobre esse assunto nos últimos dias. Mas um contato de facebook, que trabalha dando aulas para a rede pública de ensino, postou um retrato de como eu me sentia trabalhando com educação. Com palavras que, na época, eu jamais conseguiria escrever. Acho que, até hoje, é complicado dizer. Eu era uma morta-em-vida, precisava de ajuda do Chronos para ir ao trabalho, chorava no caminho de ida, parecia um bichinho assustado, para chegar lá e fingir que tudo estava bem, até a hora de fugir, digo, ir para casa, para descontar todas as minhas frustrações do dia, ter pesadelos e gritar durante a noite, para começar tudo de novo. Os sábados eram bons, mas os domingos, depois do meio dia, eram uma merda. Só depressão e choradeira, vontade de dormir e não acordar.

A merda é que eu sentia que, por mais que aquilo estivesse acabando comigo, eu precisava fazer aquilo. Por não ter como manter a casa de outra forma, pelo medo de ter de voltar prá casa da minha mãe, de ficar mais deprimida ainda sem trabalho, de não encontrar outro… Eu só entendi que deveria sair, de qualquer maneira, quando meu tornozelo zoou.

E olhe que, quando ele zoou, eu não imaginava que, dois anos depois, eu estaria ainda sentindo dores todos os dias, sem ter conseguido acesso a um ortopedista, e… sem poder dançar.

Não que eu fosse boa em dança, mas eu amava dançar. Me fazia muito bem, e, à parte uma professora de dança do ventre super sem noção que eu tive, que não sabia ouvir críticas, mandava professoras substitutas sem avisar e não corrigia a minha postura, o que fazia com que eu ficasse com dores na coluna horríveis a semana inteira, eu tenho lembranças maravilhosas sobre dançar. Como aquilo preenchia minha existência, me deixava feliz, o como eu e Chronos dançávamos e nos divertíamos juntos, era bom, o fluxo de energia era gostoso.

O que dizer para essa minha amiga? A vontade que eu tenho é dizer “sai logo dessa cilada, antes que te tirem o pouco que lhe resta, e você fique incapacitada de fazer coisas que você ama pelo resto dessa existência”. Eu não sei porque ela ainda não parou. Eu moro de aluguel, meu maior medo é não conseguir pagá-lo. Ela mora numa casa própria. Ok, ela tem um filho. Mas ela também tem família, os avós não vão deixar o menino passar fome. Eu, mais que ninguém, sei como é duro não ter a menor idéia de que rumo tomar já não estando mais na adolescência. Mas poxa, por que se condenar a viver desse jeito, se você tem livre arbítrio?

Tudo o que posso fazer é rezar aos deuses para que ela não tenha nenhuma sequela física, como a que eu tive, e que ela possa dançar até o último dia de sua vida, ao contrário de mim. E eu posso chorar, por mim, por ela, por todas as pessoas inteligentes e talentosas que sofrem por causa dos absurdos de nosso mundo, por não terem suas profissões valorizadas, por não poderem fazer aquilo que a alma realmente lhes pede, já que tais atividades “não geram divisas”.

E o que eu posso fazer por mim, pela minha não realizável vontade de dançar, que cresce a cada dia, que está quase se tornando incontrolável, mesmo com a dor incessante no tornozelo, que só piora com esse clima mais frio de outono? Não tenho uma resposta razoável. Por enquanto, vou evitando músicas que aumentem muito a vontade, vou tentando esquecer os planos de tomar uma dose alta de analgésicos e dançar até não poder mais mesmo sabendo que isso vai me custar pelo menos uma ida ao ps, 5 dias de anti-inflamatório, 20 dias de muita dor e tornozelo enfaixado, e sabe-se lá quanto tempo mancando. Tempo que eu não posso perder. Porque preciso encontrar um jeito de pagar as contas do mês que vem.

Se eu tivesse tido o mesmo problema de tanto dançar, praticar yoga, ou fazer alguma outra coisa que me desse prazer, acho que seria mais fácil de entender, de encarar, ou, pelo menos, eu diria prá mim mesma que era uma consequencia por ter aproveitado ao máximo e realmente vivido minha juventude. Mas como aconteceu comigo forçando meu corpo a fazer uma coisa que não me dava prazer, é muito complicado prá mim. E como eu vivia que nem uma zumbi já a um certo tempo, nem aproveitei tudo o que poderia ter aproveitado, mas hoje não posso mais fazer. E estou aqui, com quase 29 anos, me locomovendo como uma velhinha de 80, por algo que não valia à pena.

Se você, meu leitor, gosta de dançar, e pode dançar, ponha toda a sua alma na dança e dance por mim. E se divirta por mim. E lembre-se de desfrutar dos pequenos prazeres da vida enquanto você pode. Porque, por mais que eles possam estar sempre alí, mesmo que você ainda seja jovem, eles podem se tornar inacessíveis a você, a qualquer momento.

Love me two times – The Doors

Love me two timesThe Doors

Love me two times, baby
Love me twice today
Love me two times, girl
I’m goin’ away

Love me two times, girl
One for tomorrow
One just for today
Love me two times
I’m goin’ away

Love me one time
I could not speak
Love me one time
Yeah, my knees got weak

Love me two times, girl
Last me all through the week
Love me two times
I’m goin’ away
Love me two times
I’m goin’ away

Love me one time
I could not speak
Love me one time
Yeah, my knees got weak

Love me two times, girl
Last me all through the week
Love me two times
I’m goin’ away
Love me two times
I’m goin’ away

Love me two times, baby
Love me twice today
Love me two times, girl
I’m goin’ away

Love me two times, girl
One for tomorrow
One just for today
Love me two times
I’m goin’ away

Love me two times, baby
Love me twice today
Love me two times, girl
I’m goin’ away

O Mês de 27 dias?

A julgar pela atividade aqui no 1&1, Fevereiro teve 27 dias esse ano. Ambos nos esquecemos de postar ontem – que feio! O que quer dizer que temos de postar, se não falharmos mais nenhuma vez. até 2 de Março do ano que vem… A contagem se reinincia…

Eu reclamo dos dias que o Chro não está muito à fim de postar, e hoje sou eu que estou sem inspiração: Aliás, hoje estou sem inspiração prá nada. Tem um monte de coisas esquisitas acontecendo, essa semana foi estranha…. Será que eu vou ter “Crise de quaeresma” esse ano? Espero que não…

Que amanhã eu já esteja melhor! Se não for pedir muito, que daqui há cinco minutinhos eu já esteja melhor. To me sentindo uma nhaca, e uma nhaca comigo mesma por estar nhacada… vai entender….

Goodbye Summertime, Farewell

Na virada de hoje para amanhã acaba o horário de verão. Esse é um indicativo claro de que o verão, em sí mesmo, está acabando, mesmo que o clima esteja mais gostoso nos útimos dias.

Eu gosto do horário de verão, mesmo que eu fique com um pouco de jetlag no início e no fim dele. Adoro os dias longos, o verão. Tenho problemas com os dias frios e curtos, com os dias cinzentos de sol que nem aparece ou que, se aparece, não esquenta nada. Assim, o fim do horário de verão traz um pouco de luto pelo verão que se vai. Já passou Briganthia, que marca o meio do tempo entre o solstício de verão e o equinócio de outono, e logo o equinócio – o dia em que dia e noite têm o mesmo tamanho – chega, e, depois dele, as noites mais longas que o dia.

Se eu aproveitei esse horário de verão? Esse ano tivemos um verão sem temperatura de verão, na maior parte do tempo. Aproveitei a delícia de acordar ao sol nascer, mesmo isso sendo muito cedo, aproveitei prá ficar até mais tarde na rua sem se preocupar que está escurecendo. Não foi o melhor horário de verão, o mais bem aproveitado, de toda a minha vida. Mas não deixei de curtir, na medida do possível. Já tive verões mais desperdiçados que esse. Mas, hoje em dia, eu tenho experiência suficiente para saber como o verão é importante para mim, então, não o deixo passar tão fácil.

Ontem eu fiz bolo. Então, acho que vou marcar essa última tarde de horário de verão, com um nem-tão-petit gateau. Curtir o luto, mas depois, deixar ele passar. E blogar muito, enquanto espero pelos dias voltarem a ser mais longos que as noites.

Reclamando sobre o clima – Parte 2

Chove chuva, chove sem parar… E so me F@#&!!!

Tomei chuva voltando do mercado. Tomei chuva voltando do ano novo chines, tomei chuva em quase todos os primeiros dias de fevereiro. Ok, cuva eu admito no ínicio do ano, mas chuva e frio é complicado.

Chove de manhã, quando em tese deveria fazer aquele senhor calor de estourar mamona na sombra. Ser humano também precisa fazer fotosíntese. :/

Reclamando sobre o clima

É muito chato ter que sair em Janeiro com roupas por baixo da roupa oficial porque está frio. Poxa vida, senti frio antes de ontem, pus mais roupa para ir trabalhar e…. continuei sentido frio… Vou ter que por calça de lã agora?????? Devia estar calorzão, 30 graus, sol gostoso, chuvas só de verão…

Sabe, eu não aguento mais.  Eu sou uma pessoa muito mau humorada no frio. E já deve fazer uns 15 dias que o calor sumiu e não volta! Sol, onde está você?  😦

Coisas Inesperadas

Sabe quando vc se programa pra fazer várias coisa na sua noite, mas por algum motivo inesperado, vc acaba não fazendo nada? Isso acaba de acontecer.

Era pra eu ter trabalhado em algumas imagens, pra eu ter postado mais cedo, pra eu ter lavado a louça e ter mexido novamente no meu portifólio, agora na versão online. Poxa, pouca coisa para quem chega as 20:00 em casa, vc pode estar pensando. Eh em, mas não deu.

Cheguei em casa e dormi, estava cansado, exausto, e novamente sem forças. Estou contando no calendário os dias para acabar meu aviso prévio, apenas para poder colocar a cabeça no lugar, e não desmaiar a cada dia que chego em casa.

/me indignado! 😦

Desanimada hoje

Perdi um pouco do impulso gostoso com o qual comecei o ano, espero re-encontrá-lo logo. Sabe, há alguns anos atrás ficavamos pensando porque meu humor parecia oscilar tanto: Havia um ciclo, um padrão? Eram as fases da lua? Cheguei a fazer um diário lunar para ver se uma fase me deixava mais alegre, ou mais irritada, ou deprimida.

Fora a TPM (que deve ser um fator que está contando por esses dias) a única coisa que realmente parece ter relação com o meu humor é o clima. Eu fico muito melhor quando o dia é mais claro, quando o sol aparece, e mais desanimada no frio. Há alguns dias o sol de verão se escondeu e não voltou. Ninguém merece esse clima – fechado, chuvoso, e até um pouco frio em janeiro, snif snif.

Não que eu quisesse ser assim, ou estar assim. Mas, bem, eu sou e estou. É o que tem prá hoje. Estou trabalhando prá não se deixar abater esse ano, mas não é fácil. E sempre é um processo de idas e vindas. Nesse momento, tá complicado.

Selinho