Livro “A Vida, O universo, e tudo mais”

Acabei de ler ontem o livro “A vida, o Universo, e tudo mais”, de Douglas Adams. Esse é o terceiro livro da série Guia do Mochileiro das galáxias, a trilogia de quatro livros que tinha cinco livros que viraram seis livros ano passado com a publicação de um livro adicional.

Apesar do título interessante, dentre os três livros que eu li, este eu achei o mais fraquinho de todos. A história não me “pegou”, li intercalando com outras coisas o tempo todo, tem citações e cenas engraçadíssimas, mas… os outros são melhores. Se esse fosse o primeiro da série, não leria os seguintes. Como, no entanto, já estou na metade da dita cuja, pretendo começar a ler o próximo livro em breve.

Como não podia terminar o post sem uma citação, colocarei aqui a que me deixou com mais cara de o.O:

É um erro acreditar que é possível resolver qualquer problema importante utilizando apenas batatas.

Fui só eu que, nessa parte, me lembrei daquele famoso trecho de Quincas Borba que o Chronos até postou outro dia?

Também fiquei sem ter certeza se a parte do criquet tinha alguma coisa a ver com aquele hobbit que inventou o golfe, lembram?

Bom, por hoje é isso. Vou terminar de arrumar um kit digital que eu tenho que lançar na segunda…

 

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The Fairy Song

“If a man begins to sing, no one will take any notice of his song except his fellow human beings. This is true even this song is surpassingly beautiful. Other men may be in raptures at his skill, but the rest of creation is, by and large, unmoved. Perhaps a cat or a dog may look at him; his horse, if it´s an exceptionally intelligent beast, may pause in cropping the grass, but that is the extent of it. But when the fairy sang, the whole world listened to him. Stephen felt clouds pause in their passing; he felt slepping hills shift and murmur, he felt cold mists dance. He understood for the first time that the world is no dumb at all, but merely waiting for someone to speak to it in a language it understands. In the fairy´s song the earth recognized the names by which it called itself”

Susanna Clarke, Jonathan Strange & Mr. Norrell – Chapter 42 – Strange deceides to write a book, p 469.

 

Mais um trecho memorável de Jonathan Strange and Mr. Norrell. Esse trecho me lembrou algumas pessoas queridas.Vou tentar fazer uma tradutosca (essa saiu tosca mesmo, sorry!):

Se um homem começa a cantar, ninguém vai tomar conhecimento de sua canção, além de seus companheiros de humanidade. Isso é verdadeiro até se essa canção for infinitamente bonita. Outros homens podem estar em êxtase com sua habilidade, mas o resto da criação estará, em grande parte, impassível. Talvez um gato ou um cão olhem para ele; caso seja um animal excepcionalmente inteligente, seu cavalo pode parar de mastigar a grama, mas é o máximo que ele pode fazer. Mas, quando o fada* cantou, o mundo inteiro o escutou.  Stephen sentiu nuvens pararem seus trajetos, ele sentiu colinas sonolentas murmurarem e mudarem, sentiu névoas geladas dançarem  Ele entendeu pela primeira vez que o mundo não é um tolo, mas está somente à espera de alguém que fale falar em uma linguagem que ele entende. Na canção do fada a terra reconheceu os nomes pelos quais ela chamava a sí mesma.

*Era um fada de gênero masculino. Eu não tenho uma boa palavra para “fada de gênero masculino” em inglês. “ser feérico” ou “criatura de Faerie” poderia, eventualmente, se aplicar, mas não nesse caso. Até porque, salvo engano, é a primeira vez no livro que a autora se refere ao dito ser como “the fairy”

Citação

Tudo morre um dia

Kings who rule empires,
Generals who command battlefields,
And unnassuming farmers
who work the land in silence…
Death make dirt of us all.
In the graveyards are all truly equal.

– Hero’s Lane – RaiderZ

A feeling about something…

Morpheus – Eu imagino… que você esteja se sentindo um pouco como a Alice. Entrando pela toca do coelho.

Neo – Você tem razão.

Morpheus – Eu vejo nos seus olhos. Você tem o olhar de um homem que aceita o que vê… porque está esperando acordar.
Ironicamente, não deixa de ser verdade. Você acredita em destino, Neo?

Neo – Não.

Morpheus – Por que não?

Neo – Não gosto de pensar que não controlo minha vida.

Morpheus – Sei exatamente o que quer dizer. Vou te dizer por que está aqui. Você sabe de algo. Não consegue explicar o quê. Mas você sente. Você sentiu a vida inteira: há algo errado com o mundo. Você não sabe o que, mas há. Como um zunido na sua cabeça… te enlouquecendo.

— — —

Me sentindo um pouco assim hoje.

Citação #1: Jonathan Strange e Mr. Norrell

Estreiando a parte de citações do blog, eu queria deixar aqui um trecho do livro que estou lendo, Jonathan Strange e Mr.Norrell, esctito por Susanna Clarke. É um trecho um pouco longo e pode conter spoilers, então, somente leia prá além da marca de “mais” se você já tiver lido o livro ou não se preocupar. A tradução é minha, pois só tenho o livro em inglês, e pode conter erros (em alguns pontos ela foi bem livre). O trecho fala sobre magia, e ele me deixou pensando e foi o trecho que mais me chamou a atenção Mais

Selinho