Precisamos de heróis nacionais?

Quando digo heróis nacionais, quero dizer personagens, míticos ou históricos, que sirvam de modelo e inspirem as pessoas em relação ao nacionalismo.

Na minha opinião, todas as nações precisam deles. Na minha opinião, o Brasil ainda não tem heróis nacionais. Talvez Dom Pedro I, mas, infelizmente, a imagem dele foi muito denegrida.

Estou postando isso hoje pois hoje é dia de Tiradentes. Alguém se lembrou? Como caiu no domingo, quase ninguém. A gente só lembra de Tiradentes quando o dia 21 de Abril cai no feriado prolongado. E aí, já tem todo o desmerecimento: “É, na verdade Tiradentes não só não ajudou em nada no processo de independência, como foi “boi de piranha”: Não podiam dar a punição exemplar em nenhum dos outros inconfidentes, porque eles eram ricos e seria arranjar mais encrenca. Então pegaram o mulato pobre, enforcaram e esquartejaram.” Tem muita verdade nessa afirmação. Assim como todos os heróis, de todas as nações, tiveram problemas, e muitos deles foram heróis por acaso, ou sua imagem não corresponde ao personagem histórico real. Só que se você não ignora certos tipos de detalhes e eleva outros, você acaba sem herói nenhum.

Não estou falando que Tiradentes, os bandeirantes (que possivelmente foram os primeiros “BRs” no mal sentido, e que, portanto, com o tanto de BRs no brasil poderiam ser candidatos fortes) , ou qualquer outro devesse ser o herói nacional. Só estou refletindo um pouco sobre isso. Não faço idéia de quais personagens históricos brasileiros poderiam realmente se tornar heróis nacionais, ou de como isso poderia ser feito. São só pensamentos aleatórios, apesar de que eu gostaria de estudar e aprofundar-me mais sobre isso um dia….

 

PS: Vocês estão acompanhando as notícias sobre a pesquisa que exumou D. Pedro I, D. Amélia e a Imperatriz Leopoldina? Eu tinha guardado uma outra matéria muito interessante sobre isso, mas não encontrei. Essa aqui está ótima também, então, se você quer saber mais sobre o assunto, aproveite 🙂

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Voltar atrás – porque não?

Sempre ouvi dizer essa coisa de “sempre em frente” ou de “não dá para voltar atrás”. Dar, até dá. E, às vezes, é necessário. Se temos até um ex-papa… – Porque não?

A grande questão, ao meu ver, não é não voltar atrás, mas como fazer para terminar um estágio e começar outro, quando começar outro quer dizer começar do zero, no que, para outras pessoas, pode parecer um regresso. É muito legal poder usar o desfazer quando fazemos uma bobagem num arquivo de computador… Mas o control+z da vida real pode ser muito doloroso.

No computador, uma vez que refizermos direito, não restará nenhum traço da meleca que foi feita antes. Na vida, é extremamente necessário não agir como se a fase que tivemos nunca tivesse existido, mesmo que ela tenha sido péssima. É necessário se responsabilizar por cada uma de nossas escolhas – já diria Sartre, esse é o preço por nossa liberdade de fazê-las (e, nesse caso, eu acrescento: De desfazê-las também)!

Os principais motivos para não esquecer uma decisão mal tomada, ou um ato do qual precisamos voltar atrás, que eu posso me lembrar agora, são dois: O primeiro, porque todo o ato tem consequências  e você precisa lidar com elas, e, o segundo é que toda a experiência traz aprendizado, mesmo que seja um aprendizado do que não fazer.

Não que eu saiba para onde eu estou indo, mas eu voltei atrás. Contando os anos de estudo e os de exercício, eu dediquei exatos 13 anos ao magistério, que eu realmente gostava muito no início, mas, no meio do caminho acabei descobrindo que não é uma profissão que eu tenha condições físicas ou psicológicas para seguir. O que é uma pena, porque, em minha modesta opinião, eu era uma professora dedicada e esforçada, com muitas idéias bacanas para melhorar o ensino dos seres humanos que passassem por mim.

Já vinha desiludida há um tempo, mas buscando motivação; o que me provou definitivamente que eu estava no caminho errado (e que eu vi como o sinal dos deuses de que eu já tinha passado da hora de parar) foi um problema de desgaste da articulação do tornozelo, que me impedia de realizar minha função do jeito que eu realizava antes, mas não era grave o suficiente para que eu ficasse de licença – tinha que trabalhar do jeito que desse. Já são dois anos de dor, quase todos os dias, no dito tornozelo, e, apesar de eu ainda não ter um diagnóstico fechado (graças à demora em conseguir um ortopedista pelo SUS) é aparentemente um problema crônico que resistirá por toda essa vida – uma consequencia de uma escolha pouco pensada, tomada pela influência de outras pessoas mais que pelos meus reais desejos.

Hoje, embora meu emocional e meu físico sejam totalmente resistentes a voltar a dar aula, minha mente tem uma dificuldade imensa para tomar outro rumo, saber por onde recomeçar. Às vezes, e principalmente com a fata de grana, me pego pensando em dar um jeito de dar umas aulas, sabendo que é um emprego prá pouco tempo desde o início, só prá sair do aperto… Mas pensar isso acordada significa ter pesadelos no próximo sono. Eu perdi muito de mim mesma dando aula, e ainda preciso reencontrar. Eu preciso dar um basta, voltar atrás esses 13 anos, e ter, aos 28, a crise vocacional que eu devia ter tido na adolescência e não tive, mesmo que isso pareça idiota. Só espero encontrar logo um jeito de voltar a seguir adiante…

Guess Who – No Time

Porque as antigas tem sempre que ser as melhores?

Menino

Eu andei por cima da pedra,
E vi uma ponte escura,
Acima de um vale iluminado,
por cima de água pura.

Eu cruzei esta enorme ponte,
e adiante eu vi um menino,
ele era eu ontem,
ele era pequenino.

O menino me deu uma bala
era doce e saborosa,
tinha gosto de inocência
e cheirava a brincadeira gostosa.

Eu andei mais adiante,
pelo caminho que me mostrou,
eu cheguei a uma caverna,
onde lá não havia som.

A caverna era escura,
E eu andava nela a esmo,
não sabia onde pisava,
tinha medo de mim mesmo.

Ela era o meu futuro,
nada tinha acontecido,
havia água rolando,
havia eu caindo.

Na verdade só era escuro,
porque também era o presente,
e eu não via nada a minha frente,
porque ainda tinha olhos de menino.

Héliton Junior

— — —

Escrevi essa poema a muito tempo atraz, nem lembro quando. E lendo ele hoje, eu vejo o quanto ele faz sentido na minha vida. Muitas coisas eu ainda olho com os olhos de um menino.

Relembrar é viver

Ano passado eu fui fazer uma visita à casa da minha mãe, e tirei algumas fotos para fazer uma página dupla de scrapbooking com o tema “Meus brinquedos preferidos na infância”. Acabei não fazendo necessariamente sobre os mais queridos, mas com os que encontrei decorando a casa da minha mãe. No geral eramos muito cuidadosos com nossos brinquedos e jogos, e minha mãe, sendo uma canceriana típica, mantém esses brinquedos, pedaços vivos da memória da nossa infância, na casa dela. Ela tem muito afeto por eles, veste as bonecas no frio, essas coisas.

Enfim… Quase todos esses brinquedos são da década de 80 ou da primeira metade da década de 90. Você se lembra de algum deles? Se quiser, comente nesse post 😉 E até amanhã!

brinquedos_double page

E de bônus vocês podem ver a Lozinha de maiô… Quando tinha 1 ano e meio!

Selinho