Teste de postagem no blog pelo tablet.

Olá pessoas.
Este é um teste de postagem no blog através do tablet. O mais novo brinquedo da familia. E também  pra testar o APP do WordPress. 🙂

New aquirement: Tablet

Comprei um Tablet para a Ló da marca Orange (mod TB7030). Sim, um Apple genérico! 😀

Achei a coisa tão engraçada que chamou a atanção, mas os reviews que a Ló viu na internet pareceram bons pra ela, o que já é muito bom pra mim, (sim, geralmente ela é pentelha em relação a coisas novas). Em contra partida eu havia testado antes um Multilazer “Diamond Lite”. Mais caro, menos potente, não atendeu nossas expectativas. O TB7030 vem com o mesmo processador do Diamond (1.2ghz) porem com mais memória (1gb  contra 512 ram) e mais espaço de armazenamento (8gb contra 4gb). De resto, o Orange tem mais funcionalidades como Camera front and rear, uma projeção wireless mais estável. É mais leve e tem um design mais bonito.

Valores
Multilazer Diamond Lite NB040 – R$ 341,10 no boleto / debito automatico ou 12x de R$ 31,58 (R$ 379,00) nas Casas Bahia (menor valor encontrado).
Orange TB7030 – R$ 287,10 no boleto bancário ou 3x R$ 106,33 (318,99) na Neteletronicos.net

Porque eu prefiro o CorelDraw…

Pra muitos do ramo de imagens gráficas o CorelDraw é uma ferramente amadora… Bom, é exatamente por isso que eu prefiro ele ao seu concorrente direto, o Adobe Ilustrator. Vou explicar o porque.

Embora a linha Adobe seja muito boa e dê um toque profissional a muitas coisas no ramo gráfico, tal profissionalismo as vezes deixa a desejar na rapidez. Sim, o Corel é amador em muita coisa que faz, mas as vezes o programa amador da uma velocidade e praticidade maior para a criação de esboços ou até mesmo coisas simples, que o programa profissional por exemplo.

E é essa a rapidez que me faz “criar” no Corel.

Como Criar uma fanpage no Facebook

Hoje de manhã, eu estava falando para o Chronos sobre as web-celebrities animais. E ele achou o que eu já imaginava faz tempo, que devíamos criar uma fanpage para os nossos gatos. Então, antes que a preguiça voltasse, eu criei 🙂 Não esqueçam de curtir A Gangue DiMiau!

E aí, aproveitei o processo para tirar algumas snapshots e dividir com os leitores do 1&1.

Em primeiro lugar, com o facebook desligado, clique em create a page:

Depois, você vai ter que escolher uma categoria e uma sub-categoria para a sua página, e dar um nome a ela. Se você não souber exatamente qual dessas categorias é a mais precisa, clique nela e as sub-categorias aparecem:

 

Depois, ele vai perguntar que conta vai administrar essa fanpage. Se você não tiver um Facebook, crie-o nessa etapa. Se já tem, clique no lugar marcado com um oval vermelho:

 

A próxima tela que aparece, é a seguinte:

À partir daí, eu não tirei mais snapshots, pois o passo-a-passo se torna intuitivo. E depois do passo 4 dessa tela, a página já se parece com qualquer outra página do Facebook, para usuários já acostumados é fácil de se achar. A única diferença é que logo acima da página fica a parte de configurações de administrador.

Sociedade Desconexa

Em Terra dos Homens, bem no final do livro, Antoine de Saint-Exupéry escreveu:

“É preciso a gente tentar se reunir. É preciso a gente fazer um esforço para se comunicar com algumas dessas luzes que brilham, de longe em longe, ao longo do planeta.”

Isso foi escrito no início do século XX, que alguns historiadores consideram o século mais sangrento da história da humanidade. Nessa época, a maior inovação tecnológica era o avião, com o qual os homens “aprenderam a linha reta”, ainda nas palavras de Saint-Ex, que além de escritor foi um pioneiro da aviação, e trabalhou, inclusive, como piloto de correio noturno, viajando da França para a América do Sul e para a África. Ele escreveu esse belo trecho inspirado pelas luzinhas, que indicavam “o milagre de uma existência” (humana) que ele via do céu noturno, visão que poucos tiveram antes dele.

E os sucessivos avanços da tecnologia no século XX realmente fizeram as pessoas sonharem em conectar-se umas às outras, a se reunir com aqueles pelos quais se tem real afinidade, com a quebra de fronteiras de tempo e espaço, com notícias do outro lado do mundo chegando em tempo real. Os otimistas idealizaram que, quando isso acontecesse, o mundo ia ser mais feliz, as pessoas iam encontrar quem pensasse parecido com elas, e iam poder partilhar experiências, todos seriam mais unidos, transbordariam felicidade e não haveria mais motivo para tanta guerra.

McLuhan, um filósofo pioneiro para muitos ramos das ciências contemporâneas, nos campos da epistemologia, comunicação, pedagogia e comunicações, idealizava, na década de 60 do século XX, uma aldeia global. Já os pessimistas, imaginaram que não seria possível qualquer espécie de pensamento criativo, expressão própria ou felicidade, como disse George Orwell no seu 1984. Era à opressão da vontade individual que se referia a expressão Grande Irmão – que, no original em inglês, Big Brother, se tornou o nome de um hediondo programa popular que parece realmente fazer o mesmo efeito do governo totalitarista do livro – seria engraçado se não fosse trágico. Sendo trágico, é um dos maiores exemplos de ironia da nossa época.

No final da década de 1990, e no início dos anos 00, massificou-se o acesso à Internet, e houve uma explosão de euforia: A internet era um território livre e democrático, que permitia a expressão ilimitada do indivíduo, e parecia caminhar para que a previsão otimista se cumprisse. Ser nerd, que era uma coisa muito mal vista, entrou na moda, e foram se desenvolvendo espaços virtuais de comunicação, para que todos pudessem encontrar sua tribo, e não ficarem mais entristecidos por serem os únicos na multidão: Primeiro, as salas de bate-papo, as listas de discussão… Depois as redes sociais…

E algo se perdeu no meio do caminho. Somos humanos demais para viver uma utopia. Aqui tenho que admitir: Eu amo a internet e suas possibilidades, acho fantástico. Eu era uma das otimistas. Mas o que tenho percebido é que, de uns tempos para cá, a internet parou de unir as pessoas, e começou a dispersar, pulverizar. Tudo está tão fácil que não sabemos o que fazer. Nossos valores e expectativas estão bagunçados, as fofocas, depois da internet, atingiram níveis épicos, anônimos se tornam web celebrities em 3 dias e são esquecidos pouco tempo depois… Isso sem nem realmente considerar fenômenos como as rage faces e os outros memes de internet… E você pode se expressar em dois cliques, sem ter que se esforçar. Tão rápido que você nem pensa muito… share, enter, e você emitiu uma opinião que vai ser curtida por 30 contatos, comentada por 5, e nenhum dos comentários tem mais de três linhas. E os espaços virtuais de comunicação, tão comuns na década de 00, onde estão na década de 10? Muito dificil dizer. Estão todos espalhados.

Antes do calendário de eventos do facebook se tornar a verdade sobre todos os eventos possíveis na cidade (porque só falta alguém fazer um evento todas as vezes que for tomar banho), era muito mais fácil reunir os amigos. Na fase que o facebook realmente tomou corpo, as proporções que um evento  podia tomar chegaram a ser quase assustadoras; desde o caso da garota australiana que teve 200 mil confirmações de presença na festa de aniversário, do churrasco de gente diferenciada contra o preconceito de classes sociais, e da marcha para Goku, que satirizava as passeatas pela Paulista conclamadas pelo Facebook para defender causas minoritárias, os eventos do Facebook passaram a servir mais para desagregar do que para agregar. #Comofaz quando a própria organização de um evento tem mais de um evento criado na dita rede social? E com os milhares de nem-tão-anônimos que acham que o principal fator para um evento dar certo é criar no facebook e pedir #prozamigo compartilharem? Depois do boom desse tipo de coisa, a verdade é que hoje em dia já começa a se tornar difícil unir as pessoas num evento coeso. Por essas e algumas outras, tenho achado que vivemos numa época de redes anti-sociais.

O que ninguém previu é que, o monstro que criamos, nossa sociedade, acabou ficando assim:

Não, isso não é exagero. A internet é hiperreal e se tornou mais fácil interagir através dela, do que do modo natural que nós, humanos, desenvolvemos por milênios: Conversar, abraçar, ouvir, tocar. Tudo é intermediado por nossas pequenas telas que – vejam só! – podemos levar conosco onde quer que estejamos. Para quem acredita que toda a piada tem um fundo de realidade, é bom levar em consideração essa imagem, postada por George Takei há 4 dias, que já tem quase 142 mil compartilhamentos no facebook:

cellphone stack

Diz: Celulares com o visor para baixo, empilhados na mesa durante a refeição. A primeira pessoa que der uma olhada no telefone paga a conta. Idéia fantástica.

Eu conheço muitas pessoas que pagariam a conta. Mais de uma vez, se elas ousassem brincar novamente. Percebendo ou não, essas pessoas estão viciadas. Admitindo ou não, essas pessoas têm dificuldade em lidar com o real, e por isso preferem fazer da “second life” a “real life”. Se pessoas da nossa idade estão assim, que podemos dizer das crianças que nasceram depois dos iTrecos e da Banda Larga?

É, meu querido Saint-Exupéry, é difícil dizer isso, mas quase 100 anos depois, continuamos assassinando, pouco a pouco, os Mozarts interiores das nossas crianças. E o que nos reuniu, foi o que nos separou. Eu preferia a utopia otimista, mas deu #fail.

Selinho