Depois do susto

Hoje é dia 28, não teve greve.

Depois de todo o susto e toda a pressão do dia anterior. Não teve greve.

Eu tive que avisar várias vezes na empresa que se houvesse greve no metrô eu não teria como ir trabalhar. Mas não teve greve.

Quanto aos seres humanos que lutam por seus direitos, eu os apoio como seres humanos. Embora, não tenha havido greve.

Mas quanto aos poderosos em seu fraco poder, usando suas artimanhas e prejudicando a população. Não teve greve.

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O Sindicato e o Trabalhador.

Me desculpem os comunas, não gosto de sindicatos.

Como eu sempre digo, se existe algo para assegurar uma pessoa de algo que ela por sí só já tem direito, então algo na existência está muito errado.

Vivemos num país onde a força sindical mais atrapalha do que ajuda, porque, simplesmente porque, nossos lideres mais atrapalham do que ajudam.

Dia 28 vamos ter greve dos metroviários em São Paulo. Não é certo, nada está 100% definido e todos nós paulistanos sabemos que a iminência de uma greve é pura pressão por aumento salarial. Porque obviamente quem ganha com isso é o sindicato.

Perguntei para um funcionário do metrô hoje, se haveria greve amanhã e ele me disse: “Tomara que não, estão negociando isso agora em assembleia, mas tomara que não tenha greve”. E nesse momento eu pude ver em seus olhos que o sindicato não estava lá para representar os desejos daquele trabalhador.

Para quem não sabe, anualmente o Sindicato fica com 1 dia de trabalho de um funcionário mais uma contribuição assistencial que é descontada numa parcela de 3x. Uma atualização salarial para uma rede de funcionários como os do Metrô e das linhas férreas da CPTM, significa muito para os ganhos de um sindicato. 14% para um funcionário é “pouco”, perto de 14% para a somatória total de ganhos anuais que o sindicato tem para simplesmente não fazer nada. Descontam isso oferecendo, planos especiais ligados ao sindicato como férias, saúde, viagens entre outras coisas, mas no fundo, o sindicato na minha opinião como na opinião da maioria de outras pessoas, não passa de uma máfia.

Mais indignação na Linha Vermelha do Metrô

O ser humano dito civilizado é dotado de qualquer coisa, menos, de civilidade.

No capitulo de hoje vamos falar do usuário de metrô: Aquele ser humano que parece pacato mas é dotado de uma maldade gigante no coração. Que faz fila na beira da linha e empurra você quando quer entrar no trem desesperadamente. Ou o que fica na porta, mesmo o corredor estando vazio, e não deixa ninguém entrar.

Sério, eu fui pra uma estação antes da Sé, só pra ver o que acontecia. Metrô vazio, no corredor, chegou na Sé, galera muvucou na porta e não deixava ninguém entrar… Coisa de Loko!

E ainda dizem que evoluímos dos Símios… Coitados dos pobres Símios, tenho certeza de que se precisassem andar pela cidade, seriam muito mais educados.

Momento #QuiNojinho do dia

Hoje vimos uma mulher trocando a fralda de um menininho de cerca de 1 ano e meio no metrô, no meio do vagão. Ela colocou o menino no colo, tirou a roupa, colocou a fralda limpa na posição, tirou a suja, fechou a limpa, e colocou a roupa no moleque. Eu não achei despudorado, ou algo assim, mas achei muito qui nojinho como diriam os pôneis malditos. E ela tinha acabado de entrar no trem com o menininho. Custava ter pedido a um funcionário do metrô para usar o banheiro e trocar a fralda?

Entenda, eu sou totalmente à favor de, por exemplo, uma mulher amamentar em público, mesmo que seja uma criança maiorzinha, que já come outros alimentos e bebe água. Também não vejo nada de despudorado em uma mulher sacar o peito cheio de leite e dar de mamar. Mas de ter a liberdade de alimentar seu filho a trocar a fralda descartável suja no meio de um lugar público, ainda mais quando há opções disponíveis, visto que a distância entre uma estação e outra é de 3 minutos, é muito esquisito. Achei desrespeitoso com a criança e com os outros passageiros.

Eca.

Selinho